Para responsáveis
Seu filho mudou — mas nem toda mudança significa a mesma coisa.
Talvez ele tenha passado a contar menos, esteja mais irritado, se isolando, evitando a escola ou reagindo de forma intensa a situações que antes pareciam menores. Pode haver mudanças no sono, queixas físicas, queda de rendimento, autocobrança, conflitos em casa ou a sensação de que qualquer conversa termina em defesa.
Na adolescência, parte dessas mudanças acompanha a busca por autonomia e privacidade. Outras podem indicar que existe algo difícil de organizar sozinho. O trabalho não começa decidindo se é “fase” ou “problema”; começa compreendendo quando aquilo apareceu, o que mudou ao redor e como o adolescente está vivendo a situação.
Não é necessário esperar uma crise, um diagnóstico ou uma queda importante no desempenho para procurar orientação.
