Muitos responsáveis dizem que tentam conversar, mas o adolescente responde pouco, se irrita ou se fecha. Do outro lado, muitos adolescentes dizem que qualquer conversa vira correção, conselho ou cobrança.
Escutar não é concordar com tudo
É possível escutar o adolescente sem abrir mão de limites. Escutar significa tentar compreender o que ele está dizendo antes de formular a resposta.
Quando a conversa começa com uma correção imediata, ele pode entender que precisa se defender — e não que está sendo convidado a pensar.
Perguntas que fecham e perguntas que abrem
Perguntas acusatórias costumam produzir justificativas rápidas: “por que você fez isso de novo?” ou “você não pensa nas consequências?”.
Perguntas mais abertas podem favorecer reflexão:
- o que estava acontecendo naquele momento?
- o que você imaginou que aconteceria?
- qual parte foi mais difícil?
- o que você faria diferente agora?
- de que ajuda você precisa?
Nem toda conversa precisa terminar com uma solução
Às vezes, o adolescente precisa primeiro sentir que foi compreendido. A tentativa de resolver imediatamente pode transmitir a mensagem de que a emoção é um problema que precisa desaparecer.
Quando o diálogo está muito desgastado
Se toda conversa termina em gritos, silêncio ou ameaças, pode ser necessário olhar para o padrão da relação, e não apenas para o comportamento isolado do adolescente.
A psicoterapia pode oferecer um espaço para o adolescente compreender suas emoções e também para os responsáveis pensarem em novas formas de presença, comunicação e limite.
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