Psiconites — Larissa Benites

Psicoterapia infantil

Psicoterapia infantil para compreender o que a criança ainda não consegue explicar sozinha.

Atendimento para crianças de 6 a 12 anos, com recursos lúdicos, escuta do contexto familiar e escolar e participação dos responsáveis ao longo do processo.

Recursos lúdicos utilizados em psicoterapia infantil
Idade6 a 12 anos
RecursosJogos, desenhos, histórias e atividades
FamíliaParticipação dos responsáveis
FormatoPresencial e online quando adequado

A infância nem sempre chega em forma de explicação. Às vezes aparece como irritação, recusa, silêncio, medo, dificuldade para se separar dos responsáveis, brigas, queda de rendimento, mudanças no sono, insistência em controlar situações ou uma frase aparentemente pequena que se repete.

O meu trabalho não começa tentando encaixar a criança em um rótulo. Começa tentando entender quando aquilo apareceu, em quais contextos piora ou melhora, o que mudou ao redor dela e o que ela consegue comunicar através do brincar, das escolhas e das relações.

Quando procurar psicoterapia infantil?

O atendimento pode fazer sentido diante de dificuldades de regulação emocional, medos, ansiedade, mudanças familiares, separação dos pais, luto, chegada de irmãos, conflitos com colegas, dificuldades escolares, comportamentos muito intensos diante de frustração, insegurança ou quando a família percebe que a criança parece diferente do habitual.

Isso não significa que toda mudança de comportamento seja um problema psicológico. Parte do processo é justamente compreender o contexto antes de concluir o que aquilo significa.

O brincar não é uma pausa da terapia. É uma das linguagens da infância.

Jogos, desenhos, histórias, personagens e atividades ajudam a observar como a criança lida com regras, espera, perda, erro, negociação, criatividade, medo, controle, vínculo e frustração. Dependendo da idade e da criança, uma conversa importante pode surgir durante um jogo sem que seja necessário transformar a sessão em um interrogatório.

Os recursos são escolhidos de acordo com o objetivo da sessão e com o vínculo. A criança não precisa aceitar uma atividade específica para que o atendimento “funcione”; a própria recusa também pode trazer informação sobre segurança, autonomia, preferência ou necessidade de controle.

Como funciona

O processo infantil é construído com a criança e com os adultos que cuidam dela.

Nem toda sessão precisa ser igual e nem toda informação da criança é imediatamente devolvida aos responsáveis. O trabalho precisa equilibrar vínculo, sigilo, segurança e participação familiar.

1

Conversa inicial com os responsáveis

Entendo o desenvolvimento, rotina, escola, relações, histórico familiar, mudanças recentes e o que motivou a procura.

2

Construção de vínculo com a criança

As primeiras sessões também servem para ela conhecer o espaço, escolher recursos, testar segurança e perceber como funciona aquela relação.

3

Intervenções adequadas à idade

Jogos, histórias, desenhos, conversas e atividades são usados conforme os objetivos clínicos e a forma como aquela criança melhor se comunica.

4

Devolutivas e orientação aos responsáveis

Quando necessário, conversamos sobre padrões observados, recursos que podem ser testados em casa e ajustes importantes no ambiente, preservando o que precisa permanecer sigiloso.

5

Contato com escola ou outros profissionais

Quando clinicamente pertinente e autorizado, o trabalho pode incluir alinhamento com escola ou outros profissionais envolvidos no cuidado.

O papel dos responsáveis não é apenas “trazer a criança”.

Em muitos casos, pequenas mudanças na forma de responder à frustração, organizar combinados, dar previsibilidade ou lidar com conflitos fazem diferença. Por isso, o acompanhamento infantil não trata a criança como se ela existisse separada da família, da escola e das relações ao redor.

Ao mesmo tempo, a criança precisa ter um espaço em que não sinta que tudo o que disser será imediatamente levado aos adultos. A participação da família é importante, mas o vínculo terapêutico também é.

Atendimento online para crianças

O online pode ser possível em alguns casos, mas depende da idade, da demanda, da capacidade de permanência diante da tela, da participação do responsável e das condições do ambiente. Nem toda criança se beneficia do formato online da mesma forma. Essa adequação é avaliada antes do início.

Dúvidas comuns

Perguntas frequentes sobre psicoterapia infantil

Meu filho precisa saber por que está indo à psicóloga?

É importante que exista uma explicação adequada à idade e que a criança não sinta que está sendo levada porque “tem algo errado”. A forma de apresentar o atendimento pode ser conversada antes com os responsáveis.

Os pais ficam dentro da sessão?

Depende da idade, do momento do processo e da necessidade da criança. Em geral, o objetivo é construir gradualmente um espaço próprio para ela, com participação dos responsáveis em momentos específicos.

Você conta aos pais tudo o que a criança fala?

Não. O sigilo também faz parte do atendimento infantil. Informações relevantes para proteção, cuidado e orientação podem ser compartilhadas de forma adequada, mas preservar o vínculo da criança é fundamental.

Quanto tempo demora para perceber mudanças?

Não existe um prazo fixo. A evolução depende da demanda, do contexto, da frequência, do vínculo, da participação familiar e de fatores externos. O processo é revisto ao longo do acompanhamento.

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